Peugeot anos 60

O Fernando trouxe-me esta Peugeot (ou o que restava dela) para uma reconstrução.

A bicicleta estava num péssimo estado, tendo sido abandonada durante algumas décadas. Como eu tenho um fraquinho pelas bicicletas francesas, não disse que não. Sabia que ia ser um desafio. Mas iria valer a pena. Para além disto, a bicicleta tem um valor sentimental para o Fernando. Logo aí, há que garantir que a Peugeot continue a andar.

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Pois. Nota-se que foi abandonada. Ferrugem em todo lado, selim de couro completamente ressequido, travões inutilizados, um pedal e uma manivela de pedal torta, pintura à trincha, etc etc etc. Coitadinha!

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A primeira parte do trabalho foi claro está, desmontar a bicicleta. Com estas bicicletas antigas, há sempre alguma coisa que corre mal. Ora é o espigão de selim que não sai, ora é o avanço. Neste caso, foi a pedaleira. Depois que alguma luta, lá saiu e assim foi possível preparar o quadro para pintura.

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Pronta para pintar!

E claro, a parte por vezes difícil é escolher de que cor pintar a bicicleta. O cliente pediu cor de rosa. Sim, sei que é uma cor que não vai reunir consenso. Mas, como o cliente tem sempre razão, e sabendo que ainda bem que não gostamos todos de amarelo (ou neste caso, cor de rosa), lá foi o quadro (e garfo) para a pintura!

Após a pintura, a montagem foi relativamente tranquila. Os travões tiveram de ser substituídos por uns LUSITO que apesar do seu baixo preço, cumprem a sua função.

Os pneus foram substituídos por uns Vee Rubber. A medida é  a mítica 650 B, que tanto gosto, mas que às vezes se pode tornar um bocado chata quando se quer um pneu diferente.

Tanto a bomba como o selim foram substituídos. O pedal e manivela de pedal também foram substituídos, graças ao arquivo gigante da Velo Corvo. Pelos vistos faço bem em guardar muita coisa porque pode dar jeito um dia!

O resultado final? Ora aqui está ele:

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Terminada mesmo a tempo para fazer uma bela prenda de aniversário!

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Uma coisa é certa: a bicicleta não deixa ninguém indiferente. E sempre tenho a satisfação em saber que é mais uma bicicleta francesa que ganha vida!

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Mixte francesa

Ainda em fase de montagem, após pintura, esta bicicleta será um exemplo de como até as mais simples bicicletas francesas, de determinada época, fazem excelentes bicicletas após a alteração de alguns componentes. Comprada quase ás peças, tive de a reconstruir do zero.

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Como de costume, as bicicletas francesas têm o inconveniente de terem algumas particularidades, sendo as mais chatas a rosca da caixa da direcção (que tem um passo diferente da “normal” ou ISO) e as caixas do eixo pedaleiro.

Estas últimas, para além de serem mais grossas do habitual, tornando a distancia entre camas de rolamentos mais pequenas (não muito), têm o seu passo de rosca e para ajudar à festa, a caixa fixa (do lado da pedaleira), tem rosca direita. Por vezes. Porque às vezes tem rosca esquerda, mas com o passo de rosca francesa. Enfim.

 

Contornando estes problemas usando um eixo pedaleiro selado e uma caixa de direcção nova (francesa), tudo o resto foi uma questão de paciência e jeito.

Esta bicicleta deverá ficar montada esta semana.

Aguardem novidades em breve.

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Bertin

Uma das recuperações mais complicadas que já tive em mãos!

"rascunho" final . O boneco final será mais ou menos isto.

“rascunho” final . O boneco final será mais ou menos isto.

Esta Bertin, que comprei num estado horrível, está agora a aguardar pintura.

Pronto, admito que comprei a bicicleta por causa dos porta-bagagens. São excelentes!

Pronto, admito que comprei a bicicleta por causa dos porta-bagagens. São excelentes!

Para começar, tanto o espigão de selim como o avanço estavam calcinados e sem qualquer hipótese de saírem. Resolvi o problema do garfo trocando a coluna de direcção que tinha de outro garfo. Assim, fiquei com a rosca de direcção ISO, em vez da original francesa.  Para resolver o problema do espigão de selim, usei um truque. Uma coluna saída de um avanço.

... e por causa dos pára-lamas.

… e por causa dos pára-lamas.

Mais novidades em breve!

 

 

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