Tio e sua bicicleta laranja com rodas 650 B foram andar de comboio.

Finalmente, depois de alguma pressão (penso eu) vinda de fora, a CP não pôde mais fugir ao problema. Teve de arranjar, dentro dos comboios, uma maneira de transportar  sem luta uma bicicleta sem ser daquelas de circo (dobráveis) e sem estar embrulhada num saco de transporte adequado de modo a não perturbar os outros passageiros e de forma a caber na área reservada ao transporte de bagagens, ou algo assim, se formos a utilizar a linguagem tipo CP.

A parte triste disto tudo é que as bicicletas já puderam circular normalmente nos comboios. Ainda me lembro de despachar a minha bicicleta num comboio Inter-Regional. Que bela viagem. Demorou aproximadamente seis horas de Lisboa ao Porto. A galinha que viajava connosco teve tempo para por ovos. Chegado ao Porto, já os pintainhos tinham nascido.00pollitos

Outra coisa da qual nunca mais me esqueci, foi da simpatia dos funcionários CP que escreverem a guia para despachar a bicicleta.  Inesquecível. Que extrema delicadeza e vontade de querer fazer.

Isto para dizer que a CP já transportou bicicletas nos comboios. E deixou de o fazer.

Mas felizmente Portugal é um país desenvolvido. Agora já podemos transportar bicicletas nos comboios Intercidades.

Fui ao site da CP, que não é horroroso de todo, e comprei os bilhetes. Ah, espera, o site não funcionou à primeira (surpresa).  Na minha quarta tentativa, lá consegui. A vantagem de comprar no site é que temos acesso a alguns descontos simpáticos. Muitos dos bilhetes têm tarifas promocionais.

Ficam aqui os truques:

1) comprem os bilhetes SEM clicarem na caixa “transporte de bicicleta”. Se o fizerem, não conseguem comprar bilhete. Quando perguntei porque é que não funcionava disseram-me para alterar o lugar à mão. Certo.

2) alterem o lugar para 15 ou 17. São estes os lugares reservados ao transporte das bicicletas, segundo o site. Ou seja, se forem sentados nestes lugares, têm à partida direito a levar uma bicicleta. Claro que na prática quando perguntei ao revisor a história era outra. Ou seja, não está bem claro (que surpresa).

3) cheguem antes da hora, por razões óbvias. Isto porque parece ser algo do tipo quem chegar primeiro, tem lugar.

4) tirem os alforges da bicicleta. Facilita a entrada no comboio e escusam de estragar as costas. Ah, e os ganchos maravilha que estão na parede são um bocado flexíveis. Supostamente só aguentam 15 quilos.

5) pendurem a bicicleta.

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6) sentem-se.

Fácil, não é ? E foi fácil . O problema vai ser quando toda a gente se lembrar de levar bicicletas no comboio. Mas isso, resolve-se na altura. Ou não.

 

 

 

 

 

 

As 1001 dicas do Tio para pedalarem felizes-10

Esta dica pode parecer simples, mas funciona. Quantas vezes vais a pedalar e reparas que estás a agarrar o guiador com uma força desnecessária, tipo isto?

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Pois é, o guiador em principio não cai. Logo, não tens de fazer tanta força para o segurar. Relaxa os teus antebraços e as mãos no guiador. Especialmente nas subidas.

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De vez em quando bate os dedos no guiador para não te esqueceres. Simples, não é?

Teste ao Ribcap Hardy- não é bem um capacete.

Recentemente, tive a possibilidade de testar o novíssimo Ribcap Hardy, acabadinho de chegar a Portugal.

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O Ribcap é para usar na cabeça, não num poste de madeira.

 

Para aqueles que não conhecem a conhecem, a Ribcap é uma marca Suiça que se dedica a fabricar “capacetes” (e já vão perceber as aspas). Inicialmente, começaram por ter uma gama com alguns modelos para desportos de inverno. Este ano, acabam de lançar o modelo Hardy, que testamos agora, para os ciclistas. Urbanos e não só. O Hardy é o modelo de Verão da Ribcap.

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Como já perceberam, a Ribcap não é carne nem é peixe. Ora, não é um capacete rígido, como estamos habituados a ver, nem é um simples boné de algodão.

Consultando o site da Ribcap, podemos ver que dentro de um “capacete” da Ribcap, está um material visco-elástico que nos garante protecção em caso de impacto. No site lemos também que segundo testes efectuados na Universidade de Estrasburgo, o Ribcap tem um efeito positivo ao reduzir o stress biomecânico sobre o crânio,  isto comparando com uma cabeça não protegida.

Dentro dos ciclistas, a questão do uso ou não do capacete, em especial nos ciclistas urbanos, é uma de divisão: uns acham que é essencial, outros nem por isso. A verdade é que os testes que estão previstos na norma que regula os capacetes rígidos é bastante redutora. Normalmente, não nos caiem em cima da cabeça pesos largados a determinada altura (é este o teste da norma- teste este que pretende simular o impacto). Outros, simplesmente, preferem não viver com o medo do que poderá acontecer.

O capacete não é um escudo de invencibilidade. O Ribcap ficará algures entre um capacete e nada (ficando mais perto do capacete claro).

Posto isto, e sabendo de antemão que o nível de protecção oferecido pelo Ribcap não é igual ao de um capacete rígido mas muito melhor do que nada usar, fui testar o Ribcap para ver quais as desvantagens e vantagens.

Pegando no Ribcap, vemos de imediato que é uma peça bem construída e bem pensada. Colocando o Ribcap na cabeça, percebemos rapidamente que é bem mais confortável e leve do que um capacete rígido. Nem parece que estamos a usar um “capacete”, mas sim um normal boné de ciclismo- isto é, se não fosse a fivela de queixo ( que é bastante confortável e de fácil ajuste).

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O Ribcap que recebi para testes era  grande para mim, por isso, nas fotos, se parecer um bocado grande para a minha cabeça é porque é mesmo.  O Ribcap está disponível em vários tamanhos, claro.

Até dá para meter a pala para cima!

Até dá para meter a pala para cima!

 

Olhando para dentro do Ribcap, vemos apenas o forro Coolmax (para aqueles dias quentes). O Ribcap tem quatro aberturas para arejamento.

 

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O modelo Hardy, que testei, parece um boné de ciclista, com pala e tudo! Segundo a marca, é o modelo de verão, o que significa que em Portugal dará para o ano inteiro, a não ser que vivam na Serra da Estrela.

..e se viverem na Serra da Estrela, acho que se conseguem safar com os tapa-orelhas!

..e se viverem na Serra da Estrela, acho que se conseguem safar com os tapa-orelhas!

Ao pedalar com um Ribcap, nem nos apercebemos que estamos minimamente protegidos de tão leve que é. Relativamente ao arejamento, não vou dizer que é a coisa mais fresca do mundo, porque não é. Afinal de contas, não é um boné. Achei-o bem mais fresco do que um daqueles capacetes rígidos “urbanos” e bem mais confortável e leve do que qualquer capacete.

Recomendo o Ribcap para aqueles que querem algum nível de protecção, mas que não conseguem gostar da estética de um capacete.

O Ribcap está disponível em várias lojas em Portugal. Mas informações em info@ribcap.pt , https://www.ribcap.ch/ ou https://www.facebook.com/ribcap.pt.