As 1001 dicas do Tio para pedalarem felizes-12

Bebe água

Parece um conselho simples, mas hoje em dia, nenhum ciclista a sério bebe apenas água, com medo de morrer desidratado ali nos duros trilhos de Monsanto, longe da civilização e sem hipótese de salvação. Eu acho isso ridículo. Por isso…

 

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Isto é que é serviço

 

 

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Faz sentido beber bebidas desta cor?

 

Se estiver calor, bebe mais água. Se estiver frio, não te esqueças de beber água. Deixa as bebidas mágicas com cores esquisitas (azul limpa-vidros) na prateleira do supermercado. Vais ver que irás sobreviver. Se te apetecer, faz um chá e depois adiciona uns cubos de gelo. Muito menos venenoso do que a bebida cor de limpa-vidros e muito menos tecnologicamente avançado, irritando assim os outros ciclistas forrados a licra.

 

 

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Teste ao Ribcap Hardy- não é bem um capacete.

Recentemente, tive a possibilidade de testar o novíssimo Ribcap Hardy, acabadinho de chegar a Portugal.

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O Ribcap é para usar na cabeça, não num poste de madeira.

 

Para aqueles que não conhecem a conhecem, a Ribcap é uma marca Suiça que se dedica a fabricar “capacetes” (e já vão perceber as aspas). Inicialmente, começaram por ter uma gama com alguns modelos para desportos de inverno. Este ano, acabam de lançar o modelo Hardy, que testamos agora, para os ciclistas. Urbanos e não só. O Hardy é o modelo de Verão da Ribcap.

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Como já perceberam, a Ribcap não é carne nem é peixe. Ora, não é um capacete rígido, como estamos habituados a ver, nem é um simples boné de algodão.

Consultando o site da Ribcap, podemos ver que dentro de um “capacete” da Ribcap, está um material visco-elástico que nos garante protecção em caso de impacto. No site lemos também que segundo testes efectuados na Universidade de Estrasburgo, o Ribcap tem um efeito positivo ao reduzir o stress biomecânico sobre o crânio,  isto comparando com uma cabeça não protegida.

Dentro dos ciclistas, a questão do uso ou não do capacete, em especial nos ciclistas urbanos, é uma de divisão: uns acham que é essencial, outros nem por isso. A verdade é que os testes que estão previstos na norma que regula os capacetes rígidos é bastante redutora. Normalmente, não nos caiem em cima da cabeça pesos largados a determinada altura (é este o teste da norma- teste este que pretende simular o impacto). Outros, simplesmente, preferem não viver com o medo do que poderá acontecer.

O capacete não é um escudo de invencibilidade. O Ribcap ficará algures entre um capacete e nada (ficando mais perto do capacete claro).

Posto isto, e sabendo de antemão que o nível de protecção oferecido pelo Ribcap não é igual ao de um capacete rígido mas muito melhor do que nada usar, fui testar o Ribcap para ver quais as desvantagens e vantagens.

Pegando no Ribcap, vemos de imediato que é uma peça bem construída e bem pensada. Colocando o Ribcap na cabeça, percebemos rapidamente que é bem mais confortável e leve do que um capacete rígido. Nem parece que estamos a usar um “capacete”, mas sim um normal boné de ciclismo- isto é, se não fosse a fivela de queixo ( que é bastante confortável e de fácil ajuste).

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O Ribcap que recebi para testes era  grande para mim, por isso, nas fotos, se parecer um bocado grande para a minha cabeça é porque é mesmo.  O Ribcap está disponível em vários tamanhos, claro.

Até dá para meter a pala para cima!

Até dá para meter a pala para cima!

 

Olhando para dentro do Ribcap, vemos apenas o forro Coolmax (para aqueles dias quentes). O Ribcap tem quatro aberturas para arejamento.

 

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O modelo Hardy, que testei, parece um boné de ciclista, com pala e tudo! Segundo a marca, é o modelo de verão, o que significa que em Portugal dará para o ano inteiro, a não ser que vivam na Serra da Estrela.

..e se viverem na Serra da Estrela, acho que se conseguem safar com os tapa-orelhas!

..e se viverem na Serra da Estrela, acho que se conseguem safar com os tapa-orelhas!

Ao pedalar com um Ribcap, nem nos apercebemos que estamos minimamente protegidos de tão leve que é. Relativamente ao arejamento, não vou dizer que é a coisa mais fresca do mundo, porque não é. Afinal de contas, não é um boné. Achei-o bem mais fresco do que um daqueles capacetes rígidos “urbanos” e bem mais confortável e leve do que qualquer capacete.

Recomendo o Ribcap para aqueles que querem algum nível de protecção, mas que não conseguem gostar da estética de um capacete.

O Ribcap está disponível em várias lojas em Portugal. Mas informações em info@ribcap.pt , https://www.ribcap.ch/ ou https://www.facebook.com/ribcap.pt.

 

 

 

 

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Sacos para bicicleta feitos à mão em Portugal- Entrevista com o Rui da Albarda

Bom dia Rui! Uma pequena introdução à marca?

A Albarda é uma marca jovem que se dedica à  construção de malas/bolsas para bicicleta, principalmente para instalação no selim.
O produto é todo ele nacional, desde quem o pensou, passando pelas matérias-primas usadas até às mãos que o constroem. Resulta de uma sinergia entre diferentes criativos, que decidiram juntar os trapos e pôr mãos-à-obra!
Pretendemos que a qualidade dos materiais que usamos na Albarda garantam que é funcional, sólida e preparada para os chamados heavy duties como por exemplo: as mudanças temperamentais do S. Pedro que habitualmente trazem chuva e para as quais a Albarda se preveniu usando materiais resistentes à mesma.
Os ciclistas mais exigentes vão certamente gostar da sua construção robusta e o melhor é que podem personalizar a sua Albarda mudando as cores do tecido, sistemas de fecho, uso ou não de elementos reflectores e por aí fora.
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Porquê o nome Albarda?
Talvez porque é uma palavra em desuso, por ter uma ligação directa com o transporte de carga. Albarda-se o burro à vontade do dono, que é como quem diz, faz-se a mala à vontade do dono.

Geralmente, as malas para bicicleta são fabricadas com lona ou até materiais sintéticos. Foi uma insistência da tua parte usar materiais “tradicionais” como a lona, lã, e cabedal?

Sim, essa foi uma condição essencial para o arranque da ideia. De alguma forma mostrar que os materiais tradicionais ainda podem ser usados de forma surpreendente, aliando a estética à funcionalidade.
Porquê usar a lã como material principal?
A ideia surgiu quando segurava uma mala de senhora. Já conhecia o material mas nunca me tinha passado pela cabeça fabricar uma mala de bicicleta a partir daquele tipo de tecido. De repente, tudo fez sentido, a origem do tecido, a sua utilização primária contra os elementos naturais, a textura e cores.
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Quem fabrica as malas?
As malas são fabricadas por duas criadoras que dominam as artes da costura e que deram provas de estar à altura do projecto quando criaram o protótipo. Era importante que fossem profissionais e estivessem motivadas para dar corpo a este projecto e assim aconteceu. Ou seja, todo o trabalho é manual e artesanal. As tesouras e máquinas de costura são as ferramentas usadas. Mesmo que os pedidos aumentem, todas as malas serão feitas com tempo e fora das engrenagens da indústria.
Como vês a produção local nesta época globalizada e massificada?
Apesar de tudo, continua-se a valorizar a produção local de qualidade. Mesmo numa perspectiva global, temos excelentes exemplos onde existem filas de espera para um determinado produto, quer seja um quadro de bicicleta ou uma mala. Isso só pode ter um significado forte nestes tempos de produção em massa.
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Relativamente a modelos, vejo que para já, apresentaste um único modelo. Quais são as tuas intenções para o futuro?
 
Até agora todas as malas tem sido feitas com base em pedidos dos seus donos, quer seja a nível de cores ou de pormenores. Gostava que não houvesse duas malas iguais mas tenho algumas ideias na manga. Talvez não se venha a ter modelos diferentes mas sim vários pormenores diferentes de onde se possa escolher.
Relativamente a preços, poderás avançar um preço médio para os teus sacos?
Depende um bom bocado das opções escolhidas mas ronda uma média de 140€.
Como é que as pessoas podem entrar em contacto contigo?
Através do site www.albarda.pt, email info@albarda.pt ou na página de FB https://www.facebook.com/albardamala.
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