Sacos para bicicleta feitos à mão em Portugal- Entrevista com o Rui da Albarda

Bom dia Rui! Uma pequena introdução à marca?

A Albarda é uma marca jovem que se dedica à  construção de malas/bolsas para bicicleta, principalmente para instalação no selim.
O produto é todo ele nacional, desde quem o pensou, passando pelas matérias-primas usadas até às mãos que o constroem. Resulta de uma sinergia entre diferentes criativos, que decidiram juntar os trapos e pôr mãos-à-obra!
Pretendemos que a qualidade dos materiais que usamos na Albarda garantam que é funcional, sólida e preparada para os chamados heavy duties como por exemplo: as mudanças temperamentais do S. Pedro que habitualmente trazem chuva e para as quais a Albarda se preveniu usando materiais resistentes à mesma.
Os ciclistas mais exigentes vão certamente gostar da sua construção robusta e o melhor é que podem personalizar a sua Albarda mudando as cores do tecido, sistemas de fecho, uso ou não de elementos reflectores e por aí fora.
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Porquê o nome Albarda?
Talvez porque é uma palavra em desuso, por ter uma ligação directa com o transporte de carga. Albarda-se o burro à vontade do dono, que é como quem diz, faz-se a mala à vontade do dono.

Geralmente, as malas para bicicleta são fabricadas com lona ou até materiais sintéticos. Foi uma insistência da tua parte usar materiais “tradicionais” como a lona, lã, e cabedal?

Sim, essa foi uma condição essencial para o arranque da ideia. De alguma forma mostrar que os materiais tradicionais ainda podem ser usados de forma surpreendente, aliando a estética à funcionalidade.
Porquê usar a lã como material principal?
A ideia surgiu quando segurava uma mala de senhora. Já conhecia o material mas nunca me tinha passado pela cabeça fabricar uma mala de bicicleta a partir daquele tipo de tecido. De repente, tudo fez sentido, a origem do tecido, a sua utilização primária contra os elementos naturais, a textura e cores.
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Quem fabrica as malas?
As malas são fabricadas por duas criadoras que dominam as artes da costura e que deram provas de estar à altura do projecto quando criaram o protótipo. Era importante que fossem profissionais e estivessem motivadas para dar corpo a este projecto e assim aconteceu. Ou seja, todo o trabalho é manual e artesanal. As tesouras e máquinas de costura são as ferramentas usadas. Mesmo que os pedidos aumentem, todas as malas serão feitas com tempo e fora das engrenagens da indústria.
Como vês a produção local nesta época globalizada e massificada?
Apesar de tudo, continua-se a valorizar a produção local de qualidade. Mesmo numa perspectiva global, temos excelentes exemplos onde existem filas de espera para um determinado produto, quer seja um quadro de bicicleta ou uma mala. Isso só pode ter um significado forte nestes tempos de produção em massa.
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Relativamente a modelos, vejo que para já, apresentaste um único modelo. Quais são as tuas intenções para o futuro?
 
Até agora todas as malas tem sido feitas com base em pedidos dos seus donos, quer seja a nível de cores ou de pormenores. Gostava que não houvesse duas malas iguais mas tenho algumas ideias na manga. Talvez não se venha a ter modelos diferentes mas sim vários pormenores diferentes de onde se possa escolher.
Relativamente a preços, poderás avançar um preço médio para os teus sacos?
Depende um bom bocado das opções escolhidas mas ronda uma média de 140€.
Como é que as pessoas podem entrar em contacto contigo?
Através do site www.albarda.pt, email info@albarda.pt ou na página de FB https://www.facebook.com/albardamala.

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