Rival levanta vôo!

Finalmente, depois de alguns meses de restauro interrompido, a Rival está (quase) pronta a andar, ficando apenas a faltar o detalhe de escolher umas rolhas apropriadas para colocar no final do guiador, para servir de tampa e segurar a fita de guiador artesanal.

Velo Rival, completa com cesto de vime.

Como disse num post anterior, esta bicicleta é francesa e foi fabricada, segundo as minhas estimativas, algures nos anos 50 /60 numa terra chamada Moulins. É de certeza de fabrico artesanal em pequena escala. Não tem mudanças, mas o quadro está preparado para montar um manípulo de mudanças. Sem ser indexado, claro.

P1100689

As rodas são 650B. Os pneus originais eram de cor branca, mas infelizmente estavam demasiado ressequidos para sequer tentar montar. A Michelin, reconhecendo a clara superioridade desta medida obscura (que já não é assim tão obscura, afinal de contas, se formos a ver que 650B ou 29″ são a mesma medida), ainda fabrica pneus e camaras de ar.

O quadro foi polido com Duraglit, versão limpa metais. Foi uma primeira limpeza, apenas para tirar as manchas de ferrugem que aparecem por todo o quadro. Também não quis insistir muito, pois até a ferrugem tem o seu charme. Afinal de contas, esta é a boa ferrugem.

P1100692

 

O mesmo método foi usado em todos os cromados: guiador, aros, raios, cubos. As peças de alumínio tiveram uma limpeza mais superficial.

O selim, de cabedal, ainda está utilizável. Se é confortável, terei de perguntar à ciclista que a vai usar. A sua forma indica que é um selim de senhora – mais largo e curto.

A corrente foi apenas lubrificada com óleo normal. Com o uso, a ferrugem que poderá haver sairá.

As rodas estão sem empenos. E rolam livremente, aliás, supreendentemente livremente! O mesmo pode ser dito dos pedais. Comparemos isto com os pedais e rodas de hoje em dia… e então se tomarmos em conta que a bicicleta tem cerca de 60 anos, dá que pensar!

O travões sofreram uma limpeza geral. Não troquei os calços. Estes funcionam, para já.

Como medida de segurança, troquei os cabos de travão.

Os punhos estavam demasiado velhos para serem usados. Retirei-os com uma faca. A partir de umas calças de cabedal castanhas, cortei as fitas de guiador.

P1100690

Com um bocado de sisal podemos dar um aspecto bem mais bonito ao nosso guiador. Muito melhor do que usar fita isoladora!

Acho que o resultado obtido é bem mais bonito do que dois punhos brancos e de plástico.

O que resta agora é pedalar. E tirar fotografias mais detalhadas.

Sem Comentários

Publicar um Comentário